domingo, 22 de agosto de 2010

Teoria Sócio-Interacionista

Educadores em suas discussões refletem e ao mesmo tempo , questionam-se que tendência ou teoria norteiam seu trabalho em seu dia a dia .O que podemos afirmar é a real necessidade de respeitar e acomodar as experiências trazidas pelos educandos, enxergá-los como parte essencial do processo educativo é a afirmação de que educadores e educandos são parceiros em busca do conhecimento.

Como o domínio do conhecimento acontece em constante transformação, há uma ruptura com a lógica individualista, e o"outro" é visto como parceiro da aprendizagem, sendo estímulo ao processo de aprender, em que cada parte é integrada à composição que se interliga ao todo. O conceito espontâneo do aluno, conhecimento não-escolar, e sua representação sobre a realidade

mudam de referenciais, quando, pela interação, se constitui uma zona de possibilidade de desenvolvimento do sujeito, a partir do outro. Os níveis ou zonas de desenvolvimento proximal, ZDP, entram em contato com outras referências potencializando o nível real, ou seja, as práticas sociais permitem uma série de desenvolvimentos impossíveis de realizar sem os processos educativos, o que em termos operacionais significa afirmar, como Vygotsky, que:

"O que uma criança é capaz de fazer hoje, com o auxilio do

outro, poderá fazê-lo amanhã por si só".1989.

A interação dos indivíduos acontecem naturalmente ,deve-se acontecer a multiplicidade do conhecimento e ser entendida como algo complementar para que ocorra a aprendizagem. Nesta concepção,considera a adaptação biológica, pela via da emoção, integrando, de forma inédita, o corpo e a tonicidade com a vida cultural.Essa produção é flexível e, paulatinamente,construída na interação e no uso da linguagem, o que diferencia a espécie humana de outras e caracteriza a condição Social como mobilizadora do desenvolvimento e da complexidade do pensamento.


A complementariedade entre Piaget e Vygotsky consiste, justamente, no entendimento dessa multiplicidade do conhecimento, se bem que respeitadas as especificidades de cada teórico; Vygotsky observava que o estado de desenvolvimento mental da criança só pode ser determinado referindo-se pelo menos a dois níveis, o nível do desenvolvimento afetivo e a área de desenvolvimento potencial. No entanto, os sócio-interacionistas não contemplaram explicitamente esta dimensão considerada como vital para a compreensão cognitiva. A síntese dessas dimensões é buscada por Wallon (l966), quando pontua a característica geneticamente social do ser humano,

A articulação entre os aspectos biológicos e as práticas sociais vistas como complementares.

Podemos dizer que a escola a escola oferece essa condição,já que os processos de socialização dão suporte à cognição, facilitam a imitação como categoria inicial do desenvolvimento, e o outro assume o papel de traduzir, no

movimento e na ação, os processos de inserção à realidade, introduzindo o sujeito à cultura. Na atuação educativa, significa dizer que o professor tem um papel relevante e assume a responsabilidade na aprendizagem e na elaboração própria de cada aluno, pois a interação e a problematização da realidade sugerem a reorganização da cognição.


A partir dessa fundamentação, torna-se evidente o redirecionamento da prática escolar, em função da diversidade de informações dos referenciais trazidos para a escola pelo aluno trabalhador ou filho das camadas trabalhadoras, bem como dos trazidos pelos demais componentes dos segmentos da comunidade .


educativa.Como integrantes de grupos sociais distintos, os alunos, seus pais, professores e funcionários são sujeitos sociais, portanto, revestidos de visão de mundo, valores e rituais próprios desses grupos e, não exclusivamente, de grupos economicamente privilegiados. Cabe ao professor entender essas relações e, na prática pedagógica,traduzir essa complexidade,de modo a garantir as aprendizagens .

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